terça-feira, 2 de maio de 2017

PORTEL: FORÇA-TAREFA COMBATE PRAGA DE GAFANHOTOS

Os agricultores acabam apelando para venenos aleatórios, o que coloca em risco a saúde deles próprios, dos cultivos, do solo, dos igarapés e dos rios. A estimativa é de que pelo menos 200 hectares já tenham sido perdidos.
O escritório local da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) em Portel, no Arquipélago do Marajó, está participando de uma força-tarefa com a Agência de Defesa Agropecuária (Adepará) e a Prefeitura, para combater uma das piores pragas de gafanhoto da história recente do município.
 O inseto, da espécie “soldadinho”, sempre foi incidente nos meses de fevereiro a agosto, mas desta vez tem devastado muito mais violentamente as plantações de mandioca, principal fonte de renda da agricultura familiar do município. A estimativa é de que pelo menos 200 hectares já tenham sido perdidos. Os agricultores, desesperados, acabam apelando para venenos aleatórios, o que coloca em risco a saúde deles próprios, dos cultivos, do solo, dos igarapés e dos rios.
 A força-tarefa está executando uma série de medidas, como visitas técnicas, palestras de educação ambiental e controle orgânico, a partir de uma fórmula baseada em cinzas de carvão, tucupi e neem. “Como o efeito da fórmula ocorre em médio e longo prazos, o agricultor resiste, não acredita, prefere inseticida convencional. Nosso trabalho de conscientização é árduo, de sementinha”, explica o chefe do escritório local da Emater em Portel, o técnico em agropecuária Jocimar Mendonça.
 No próximo dia 8, cientistas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) desembarcarão em Portel para ajudar a força-tarefa a indicar ações complementares de contenção das nuvens de gafanhotos.

 Por Aline Miranda/AGPA

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