terça-feira, 31 de janeiro de 2012

ANTÔNIO JURACI SIQUEIRA, "O BOTO" DE AFUÁ, LANÇA LIVRO AMANHÃ NO IAP

Publicação é uma coletânea de duas obras em cordel escritas pelo autor

O escritor e poeta, Antônio Juraci Siqueira lança amanhã, 1º de fevereiro, o livro "O Chapéu do Boto e o Bicho Folharal", no Instituto de Artes do Pará (IAP), às 19h. Com lançamento pela Editora Paka-Tatu, a obra ganhou o Prêmio Mais Cultura de Literatura em Cordel 2010, edição "Patativa do Assaré". O valor do livro, no dia do lançamento, terá o preço simbólico de R$ 5.

O livro é uma coletânea de duas literaturas em cordel escritas por Juraci. A primeira "O Chapéu do Boto", foi lançada originalmente em 2003, em quadrinhos, com desenhos de Waldir Lisboa, e este ano está sendo reeditada na França, pela professora Ana Daldibon, como base de sua dissertação de mestrado. Também ganhou em 2010 o concurso de Poesia Popular, em Maranguape, no Ceará. Já o "Bicho Folharal", também foi lançado na mesma época.

O escritor conta que sua obra é voltada para jovens e crianças, o que não é muito comum no mundo da literatura em cordel. "O cordel foi o gênero que me iniciou na literatura, lia muito quando morava no interior. Tive a iniciativa de voltar as minhas criações para o público infanto-juvenil, porque quase não fazem obras desse tipo para esse público", comenta Juraci.

Ele explica que o novo livro, também tem um caráter educativo. "Os animais que aparecem no ‘Bicho Folharal’, são da fauna brasileira, e resolvi colocar um glossário ao final do livro explicando sobre cada um desses animais. E no ‘Chapéu do Boto’ tive o cuidado de preservar o boto na história, já que no conto original ele morre, e isso é um final muito triste para uma criança", explica.

Com mais de 80 títulos individuais publicados, o marajoara Juraci Siqueira, 63 anos, nasceu no município de Afuá, as margens do rio Cajary, e lá começou a ler os grandes mestres da literatura de cordel. Já tem mais de 30 anos de carreira publicando contos, crônicas, poesias, folhetins, e outros gêneros. Além disso, colabora com jornais e revistas e conta com aproximadamente 200 premiações literárias, de concursos nacionais e locais.


CORDEL


Com o nome originário de Portugal, onde eram expostos para venda, pendurados em cordas, cordéis ou barbantes, o cordel ou também chamado de folhetim, ficou mais conhecido no Brasil através da Região Nordeste. A modalidade literária é conhecida pelo linguajar despreocupado, regionalizado e informal utilizado para a composição dos textos publicados geralmente em livretos.

Na Região Amazônica, a literatura chegou pelas mãos do nordestino, na época do ciclo da borracha. Alguns nomes de cantadores e poetas populares são conhecidos da época, como Antonio Gonçalves da Silva, conhecido como Patativa do Assaré, Silvino Pirauá, Firmino Texeira do Amaral, Chagas Batista e outros. A editora Guajarina foi importante para a expansão do gênero na Região Norte, tendo como proprietário o pernambucano Francisco Rodrigues Lopes.

Para o autor Antonio Siqueira, existem hoje muitos poetas que representam bem a literatura de cordel na região, como Adalto Alcântara, Heliana Barriga e João de Castro.

Serviço:

Lançamento do livro "O Chapéu do Boto e o Bicho Folharal"

Amanhã (1º de fevereiro), às 19j

Local: Instituto de Artes do Pará (IAP) - Praça Justo Chermont ao lado da Basílica de Nossa Senhora de Nazaré.

Preço do livro no lançamento: R$ 5

Fonte: ORM

LÁ VEM MAIS UMA !!!

Extraído do blog do Dário Pedrosa

A crescente necessidade de profissionais habilitados em nível superior tem mostrado que os cursos ofertados pelas duas universidades existentes na região, não estão sendo suficientes para atender as demandas.

Uepa e Ufpa tentam cumprir com suas missões de ofertar cursos regulares e alguns intervalares, dentro dos padrões de qualidade e necessidades, mas a clientela tem sido, cada vez mais diversificada. Isto levou alguns profissionais da própria região a buscarem alternativas viáveis. Foi o que fez o professor Evanildo Mendes. Firmou parceria com o Centro de Estudos Avançados Alfa, buscando ofertar cursos de graduação e pós graduação na área educacional não ofertados pela UEPA e UFPA, como: Educação Física, Contabilidade, Psicologia, Serviço Social, Historia, Geografia, Sociologia e Pedagogia. Sendo assim, a excelente oportunidade que muita gente esperava, tendo em vista que deverá ofertar cursos tanto no regular, como no intervalar.

Conforme nos informou Evanildo, as pessoas que já são formadas tem a possibilidade de complementação de estudos de dois anos para Educação Física e Pedagogia. Além de diversos cursos de pós graduação oferecidos pela ESEA, como: Docência do Ensino Superior, Matemática, Educação Física, Psicopedagogia, Gestão Orientação e Supervisão Escolar, Língua Portuguesa e Literatura e Espanhol.

Já estão abertas as inscrições ao Processo Seletivo Vestibular, para as graduações nos municípios de Soure, Cachoeira do Arari(Caracara), Santa Cruz do Arari, Muaná e São Sebastião da Boa vista.

O PEDÁGIO DO LINHÃO

Click p/ ver no Diário do Pará de hoje (31/01/12)

O blog já tinha postado essa peleja entre a CELPA e a Familia Santa Maria, mas, agora , o caso já aparece em jornal de grande circulação e em um dos mais respeitados blogs da capital, espia !

"...O linhão do Marajó, que deveria chegar em Bagre no final do ano passado, teve seu cronograma atrasado porque – vejam só - a família do ex-prefeito local, Pedro Santa Maria, proibiu a Rede Celpa de instalar a fiação das torres de transmissão dentro de suas terras, a não ser mediante pagamento de R$200 mil. Por onde passou, desde o município de Portel, e inclusive em Bagre, todos os outros terrenos foram liberados por seus proprietários sem problemas e sem qualquer pagamento por isso. Afinal, o benefício é para toda a população do arquipélago..." ( Extraído do Blog da Franssinete Florenzano)

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

PSDB TEM PROPOSTAS VIÁVEIS PARA O POVO BOAVISTENSE

Trago ao palanque comentário deixado no post "As peças do tabuleiro (2)" onde a principal liderança do PSDB em SSBV, rebate informações postadas sobre sua pré-candidatura

"...Flavio, o comentario sob a minha candidatura, não condiz com a realidade, pois o PSDB apresentará candidato no próximo pleito, contando com o apoio do Deputado Federal Zenaldo Coutinho e do Deputado Estadual Jose Megale, ratificado pelo Governador do Estado, Simão Jatene em jantar do Partido em dezembro de 2011.
No ano de 2011, trabalhamos intensamente, principalmente na área da educação, em que apresentamos à sociedade boavistense um modelo de gestão, buscando sempre a qualidade do ensino com total transparência dos atos. Enquanto alguns ficam fazendo política na base do fuxico e da intriga, nós do PSDB estamos trabalhando em uma proposta viável, para no momento certo possamoa apresentar a população boavistense. este sim é o nosso compromisso...."

Salomão Donato

POLICIA DESMANTELA PONTOS DE TRÁFICO EM SOURE

Policiais militares do 8º Batalhão de Polícia Militar, com sede na ilha do Marajó, desbarataram um esquema de distribuição de entorpecentes no município de Soure. A casa fora apontada por um usuário detido pela PM como sendo ponto de produção e venda de drogas. No local, foram encontrados papelotes plásticos, cerca de R$ 2 mil em dinheiro, máquinas fotográficas, objetos diversos e joias. Sem ter como comprovar a origem dos objetos ou do dinheiro, todos os que estavam na casa foram encaminhados para a Delegacia de Soure, para os procedimentos legais.

Em Novo Repartimento, sudeste do Pará, a polícia deteve um homem acusado de envolvimento com o tráfico de drogas. Ele portava no momento da prisão três quilos de maconha prensada. A droga, relatou, teria sido cultivada em uma fazenda, na localidade Tuere. Os policiais foram até o local e lá encontraram mais de 400 pés de maconha sendo cultivados e cerca de 150 quilos da droga prontos para a venda e consumo.

Os policiais apreenderam o gerente da fazenda, que tomava conta do plantio e do produto, encaminhado-o, juntamente com os demais envolvidos, para a Delegacia de Novo Repartimento, onde todos foram autuados em flagrante. (Ascom PM)
Fonte: DOL

"BURA", SUMANO !!!

Click na imagem para ampliá-la

FACULDADE NOROESTE DE MINAS, ESCLARECE:

A FINOM , por intermédio de sua direção, deixou comentário na caixinha do post "FINOM assume alunos da FACETE"... Veja abaixo.

"Vimos por meio deste manifestar publicamente que esta informação não procede. A Faculdade do Noroeste de Minas (FINOM) não assumiu alunos da FACETE. Aproveitamos a oportunidade para informar que a Instituição tomará as devidas providências legais cabíveis."

Atenciosamente,

Prof. D.Sc. William José Ferreira
Diretor Geral
Faculdade do Noroeste de Minas (FINOM)

NOTA DO BLOG
Deixamos o espaço aberto para que a faculdade, assim como, para comunidade estudantil marajoara , no intuito de uma maior transparência na condução do relacionamento instituição/aluno. No entanto, lembramos ao Sr. Diretor William José Ferreira, que faremos comunicação ao MPF/Pa sobre o caso, para que os abusos patrocinados pela FACETE não se repitam.

EM TERRAS MOCORONGAS

O prefeito de São Sebastião da Boa Vista, Getúlio Brabo (foto), em companhia do secretário municipal de saúde, Delcimar Viana, aterrizará em Santarém/Pa do dia 04/02 para o encontro estadual do PT. Encontro esse que vai contar com a presença do Ministro da Saúde, Alexandre Padilha e do todo-poderoso, Zé Dirceu. Na ocasião, prefeito e secretário visitarão a única UBS (unidade Básica de Saúde) -Fluvial do estado (foto) e o Projeto Saúde e Alegria..(saiba mais sobre o projeto aqui)


A PALAVRA É...

SUBVENÇÃO

Auxílio pecuniário concedido pelo Estado, pela coletividade local, por uma sociedade ou por um mecenas, a um indivíduo, a uma associação, a uma entidade etc.; subsídio, patrocínio, ajuda de custo.

AS PEÇAS DO TABULEIRO ( 2 )

Janeiro chegou e o quadro político em alguns municípios marajoaras continua inalterado. Como informamos em posts anteriores, São Sebastião da Boa Vista e Portel devem nos trazer as maiores surpresas.
Portel, um dos municípios agregados à ilha, vive dias de incerteza no que tange aos nomes que disputarão o próximo pleito. Pedro Barbosa, prefeito do municipio e presidente da AMAM, demonstra uma certa duvida em lançar seu sucessor. O vice-prefeito Carlos Moura/PT, já aparece como possível pré-candidato ( antes, nem aparecia). O ex-PPS, hoje no PMDB de Pedro Barbosa, Dr. Miro Pereira, costura sua candidatura e tem como principal adversária a secretária municipal de educação, Rosangela Fialho.
Mas, é em São Sebastião da Boa Vista que está o grande "nó". O atual prefeito, Getúlio Brabo, com uma administração "mamão com açúcar", tem contra si um alto índice de rejeição. Já especula-se até que o PT no município lançará um outro candidato (a) com teórica maior aceitação dos eleitores boavistenses. Por outro lado, a oposição se articula. Com poucas possibilidades de candidatar-se pelo PSDB, Salomão Donato deve apoiar mesmo a chapa Hilton Lima (PSD) /Reinaldo Silva (PMDB), que tiveram melhor colocação em pesquisa espontânea ( não oficial), feita no município...
É aguardar as novas "jogadas" neste tabuleiro...
Com a palavra os citados....

domingo, 29 de janeiro de 2012

O MELHOR DA MÚSICA BRASILEIRA

Sumanos, domingão de sol no Marajó. Quase chegando o carnaval. Hoje, dia de clássicos no futebol brasileiro, nada mais justo que postar a história desse cabra que teve, ou tem, profunda ligação com o futebol e carnaval.. espia!
Lamartine de Azeredo Babo, mais conhecido como Lamartine Babo (Rio de Janeiro, 10 de janeiro de 1904 — Rio de Janeiro, 16 de junho de 1963) foi um dos mais importantes compositores populares do Brasil. Era um dos doze filhos de Leopoldo Azeredo Babo e Bernarda Preciosa Gonçalves, sendo um dos dos três que chegaram à idade adulta. Era tio de Oswaldo Sargentelli.
Nasceu no mesmo ano da fundação do América Football Club. Tijucano e americano fanático, Lamartine protagonizou cenas memoráveis como o desfile que fez em carro aberto pelas ruas do centro do Rio, fantasiado de diabo, comemorando o último campeonato do América em 1960.
Mesmo tendo sido um leigo em técnica musical, Lamartine criou melodias maravilhosas, resultantes de seu espírito inventivo e altamente versátil. Começou a compor aos catorze anos - a valsa "Torturas do Amor" e, aos dezesseis anos, compõe a opereta "Cibele". Quando foi para o Colégio São Bento dedicou-se a músicas religiosas.
Formou-se em Ciências Jurídicas e Sociais na então Faculdade de Direito da Universidade do Rio de Janeiro, atual Faculdade Nacional de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Porém, foi através das marchinhas carnavalescas, cantadas até hoje, como O Teu Cabelo Não Nega, Grau 10, Linda Morena, e A Marchinha do Grande Galo, que o seu nome se tornou mundialmente conhecido como o Rei do Carnaval. Em suas letras, predominavam o humor refinado e a irreverência.
Como poucos, Lamartine alcançou os dois extremos da alma brasileira: a gozação e o sentimento.
Em 1937, na cidade mineira de Boa Esperança, numa situação inusitada, compôs o famoso samba-canção Serra da Boa Esperança.
Em 1949 compôs os hinos alternativos (não-oficiais) dos 11 participantes do Campeonato Carioca de Futebol daquele ano, com patrocínio do programa de rádio Trem da Alegria, que lançou lps de cada um dos clubes. Em um só dia Lamartine Babo compôs os famosos hinos dos considerados seis maiores e mais tradicionais times de futebol do Rio de Janeiro - sendo o primeiríssimo em seu coração o América FC, além de Vasco da Gama, Fluminense, Flamengo, Botafogo e Bangu. Em seguida foram escritos os hinos dos clubes considerados "menores" (apesar de não menos tradicionais e importantes), sendo eles o São Cristóvão, Madureira, Olaria, Bonsucesso e Canto do Rio. Esses hinos são, na verdade, hinos populares, sendo os hinos oficiais da maioria dos clubes músicas diferentes.
Lalá, como era conhecido, era uma das pessoas mais bem humoradas e divertidas de sua época, não perdendo nunca a chance de um trocadilho ou de uma piada. Em uma entrevista afirmou "Eu me achava um colosso. Mas um dia, olhando-me no espelho, vi que não tenho colo, só tenho osso". Numa outra, o entrevistador pergunta qual era a maior aspiração dos artistas do broadcasting, Lalá não vacila: "A aspiração varia de acordo com o temperamento de cada um… Uns desejam ir ao céu… já que atuam no éter… Outros ‘evaporam-se’ nesse mesmo éter… Os pensamentos da classe são éter… ó… gênios…" - valeu-lhe o título de O Pior Trocadilho de 1941.
E aconteceu também o caso dos correios: Lalá foi enviar um telegrama, o telegrafista bateu então o lápis na mesa em morse para seu colega: "Magro, feio e de voz fina". Lalá tirou o seu lápis e bateu: "Magro, feio, de voz fina e ex-telegrafista"
Sua primeira marchinha gravada, foi a divertida "Os Calças-Largas", em que Lamartine debochava dos rapazes que usavam calças boca-de-sino. Em 1937, com a censura imposta pelo Estado Novo de Getúlio Vargas, carnavalescos irreverentes como Lamartine Babo ficaram proibidos de utilizar a sátira em suas composições. Sem a irreverência costumeira, as marchinhas não foram mais as mesmas.


Chegou a hora da fogueira, música de Lamartine interpretada por Mário Reis e Carmen Miranda

Música de Lamartine Babo, interpretada por Mário Reis e Carmen Miranda.
Problemas para escutar este arquivo? Veja introdução à mídia.
Em 1951, aos 47 anos, Lamartine Babo, que nunca tivera sorte no amor, casou-se, enfim. Morreu vitimado por um infarto, no dia 16 de junho de 1963, deixando seu nome no rol dos grandes compositores deste país. Seu amigo e parceiro João de Barro, o popular Braguinha, disse certa vez: "Costumo dividir o carnaval em duas fases: Antes e depois de Lamartine".
Em 1981 a escola de samba Imperatriz Leopoldinense conquistou seu primeiro bicampeonato com o enredo "O teu cabelo não nega", de Arlindo Rodrigues, uma comovente e divertida homenagem ao compositor.

sábado, 28 de janeiro de 2012

FINOM ASSUME ALUNOS DA FACETE

Muitos questionamentos chegam ao blog sobre a FINOM - Faculdade do Noroeste de Minas, instituição de ensino que tomou o lugar da famigerada FACETE em alguns municipios marajoaras ( saiba mais aqui).
A grande preocupação de alunos e pais de alunos é saber se serão novamente enganados.
Alguns perderam até 2 anos de mensalidades pagas à instituição que não tinha autorização pra ministrar cursos de graduação e pós no Pará.
O que sabemos da FINOM é que a instituição, ao contrário da FACETE, é reconhecida pelo MEC.
Mas, resta saber, se a mesma tem autorização do CEE - Conselho Estadual de Educação ou órgão equivalente do MEC, que referende a instituição à ministrar curso à distância, os conhecidos cursos EAD. Agora, o que gera estranheza, são os Conselhos Municipais de Educação permitirem ou fazerem de conta que não estão vendo, uma instituição de ensino superior do interior de Minas Gerais chegar em seu municipio, se instalar ( geralmente usam escola publicas) e simplesmente não questionarem a legalidade desta ação. Curioso né ?
O blog deixa o espaço aberto para a defesa dos citados..

RANKING DO PIB DAS CIDADES MARAJOARAS

O DERERC (Departamento De Elaboração De Ranking's e Estatísticas Do Blog Civil ) divulgou, alista com o ranking das cidades marajoaras que mais produziram riquezas no ano de 2011.
Vale lembrar que o fato de o PIB (Produto Interno Bruto ou a soma das riquezas do município) de um local ser alto, não significa que este tenha um IDH bom, como é o caso de algumas cidades que serão citadas na lista abaixo

Acompanhe a lista

cidade riqueza

1°-Breves R$251.683,918 mil

2°-Portel
R$ 154.561,140 mil

3°-Afuá
R$ 89.687,356 mil

4°-Soure
R$ 72.927,894 mil

5°-Gurupá
R$ 71.265,793 mil

6°-Ponta De pedras
R$ 67.046,302 mil

7°-Muaná
R$ 67.000,292mil

8°-Chaves
R$ 64.131,223mil

9°-Salvaterra
R$ 63.257,952mil

10°-Anajás
R$ 55.931,262 mil

11°-Cachoeira do Arari
R$ 53.945,750mil

12°-Curralinho
R$ 51.039,672mil

13°-São Sebastião da Boa vista
R$ 48.929,422mil

14°-Melgaço
R$ 46.682,827mil

15°-Bagre
R$ 41.373,227mil

16°-Santa Cruz Do Arari
R$ 19.927,110 mil

Fonte: Blog Civil

FUNASA VIRA ALVO DE DISPUTA FERRENHA ENTRE PT E PMDB

A indicação do novo superintendente da Fundação Nacional de Saúde (Funasa ) em Mato Grosso do Sul acirrou ainda mais os ânimos na já tumultuada relação entre PMDB e PT no governo Dilma Rousseff. A nova crise foi instalada depois que o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, atendeu ao pedido do senador Delcídio Amaral (PT-MS) para nomear o petista Pedro Teruel, no lugar de Flávio Britto Neto (PMDB), conforme antecipou ontem a coluna Panorama Político, do GLOBO.
Britto era da cota do governador André Puccinelli (PMDB), e, segundo o líder do partido na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), havia um compromisso assumido pela ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) para não retirá-lo do cargo. O peemedebista atendia a cota de parlamentares da legenda no Mato Grosso do Sul.

Relação difícil com o governo

Henrique Alves, em pé de guerra com o Planalto depois da revelação, feita pelo GLOBO, que auditoria da Controladoria Geral da União (CGU) apontou prejuízo de R$ 312 milhões no Dnocs - comandado por seu apadrinhado Elias Fernandes - afirmou que, a cada dia, a relação com o governo fica mais difícil:
- Não tem mais conversa com a Ideli. Ela assumiu o compromisso de mantê-lo no cargo e não honrou esse compromisso - disparou o peemedebista.

As superintendências da Funasa, alvo de disputas ferrenhas entre os partidos por causa do orçamento polpudo e da chamada capilaridade nos municípios, estão agora divididas entre PT e PMDB. Desde que o Ministério da Saúde foi assumido pelo petista Alexandre Padilha, o PMDB perdeu logo em 2011 a presidência da Funasa, e os petistas vêm ampliando seus espaços também nos estados. No Pará, por exemplo, a indicação do PT, desde que a Presidente Dilma assumiu o governo é a do Médico Carlos Martins, para substituir à Florivaldo Vieira, apadrinhado do Senador Jader Barbalho, o que ainda não foi concretizado. Atualmente, o PMDB detém seis superintendências, contra cinco do PT.

Senador nega acordo sobre manutenção

O senador Delcídio Amaral (PT-MS) minimizou a queda de braço com o PMDB, e se mostrou surpreso com o impasse gerado pela substituição na Funasa. De acordo com ele, nunca existiu acordo com o PMDB para a manutenção de Britto.
- Desde o começo de 2011, a indicação de Turiel já era tratada. E ele está respaldado pela bancada do PT. É um homem qualificado. E nunca existiu acordo com o PMDB sobre isso - afirmou o senador petista.
A ministra Ideli Salvatti foi procurada para falar sobre o conflito entre os dois principais partidos da base, mas não retornou as ligações.
(o Globo, 27/01/2012)

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

GESTORES MUNICIPAIS PODEM PARTICIPAR DO PROGRAMA DE CAPACITAÇÕES EM PROJETOS CULTURAIS

O Programa de Capacitação em Projetos Culturais será oferecido novamente pelo Ministério da Cultura (MinC) em 2012. A Confederação Nacional de Municípios (CNM) salienta que as oficinas oferecidas podem ser uma ferramenta importante na formação de gestores municipais que ainda não são capacitados para trabalhar na área de Cultura. Ou mesmo para atualização daqueles que já atuam na área.

A primeira etapa do curso de nivelamento será ministrada à distância. O curso é destinado àqueles que desejarem participar da seleção para as oficinas presenciais que acontecem na segunda etapa, a serem realizadas nas cidades de Natal (RN), Petrolina (PE), Ilhéus (BA), Campina Grande (PB), Santarém (PA), Manaus (AM), Palmas (TO), Macapá (AP) e Florianópolis (SC).

Ao todo serão quatro etapas oferecidas gratuitamente com o objetivo de capacitar de forma continuada, agentes culturais que atuem no setor público ou privado. Segundo o MinC, a meta é atender a demanda existente no setor difundindo conteúdos, práticas e abordagens que ofereçam base para a elaboração de projetos culturais alinhados às políticas públicas e com a consistência necessária a buscar parcerias e apoios diversificados.

A CNM incentiva os gestores públicos a participarem desta etapa visando a classificação para as demais objetivando a formação continuada dos mesmos para atuar na área de Cultura de seus respectivos Municípios.

Fonte: Agência CNM, com informações do MinC.

BAGRE, CHAVES E OUTROS 16 MUNICIPIOS PARAENSES, TÊM ATÉ DIA 30 PRA GARANTIR MERENDA ESCOLAR PRO ENSINO MÉDIO

Da Agência Pará d

As Prefeituras Municipais têm até o dia 30 de janeiro para assinar o Termo de Anuência que vai permitir o recebimento do recurso financeiro da merenda servida pelas escolas de Ensino Médio diretamente em sua conta. Ao assinar o documento, o repasse será efetuado diretamente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) aos municípios. A assinatura do Termo é mediada pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc) que o encaminhará ao Ministério da Educação (MEC).

Em 2011, somente 64 prefeituras assinaram o termo. Este ano, 127 municípios já assinaram o documento. Mas ainda faltam a adesão de 18 prefeituras que não oficializaram seu interesse em receber o repasse: Água Azul do Norte, Bagre, Baião, Belterra, Canaã dos Carajás, Chaves, Conceição do Araguaia, Cumarú do Norte, Curionópolis, Nova Ipixuna, Santana do Araguaia, Santarém, São Domingos do Capim e São Geraldo do Araguaia.

O cálculo do valor a ser recebido por cada município é baseado no número de alunos informados pela escola ao Censo Escolar e na quantidade de dias letivos (200 dias), multiplicados por R$ 0,30. O recurso é repassado em 10 parcelas. O primeiro repasse está previsto para acontecer entre os dias 28 de fevereiro e 3 de março.

De acordo com o secretário adjunto de Logística Escolar da Seduc, José Croelhas, a assinatura do Termo de Anuência é muito importante para a qualidade da merenda ofertada aos alunos e também traz outros benefícios. “As prefeituras que assinam o termo recebem o recurso diretamente em suas contas. A merenda servida na escola será comprada naquela região em que está inserida, incrementando a economia local e diminuindo custos de logística”, explicou o secretário adjunto.

Nos seis municípios da Região Metropolitana de Belém (RMB) a execução do Programa de Alimentação Escolar é feita pela Seduc. O cardápio da alimentação escolar que será servida no ano letivo de 2012 já foi definido. São 13 composições de cardápios diferenciadas, que incluem iogurte, macarrão com peito de frango, frutas, sucos, achocolatados e duas novidades: arroz, feijão e charque em cubos, e achocolatado com rosquinha de cupuaçu. (Agência Pará)

DESTACAMENTO DA PM AO LÉO

No blog da Franssinete Florenzano

No dia 10 de setembro do ano passado, em São Sebastião da Boa Vista, no arquipélago do Marajó, o prédio do destacamento da PM foi totalmente destruído e incendiado, depois que o cabo Ferreira atirou num morador da cidade. Dois policiais militares, o capitão Nóbrega e o cabo Élvis, foram feridos pelos vândalos. Pois até hoje a guarnição da PM no município espera a construção de um novo quartel. Os PMs são obrigados a se virar. A corporação está em alojamento alugado pela prefeitura. Alguns se albergam na delegacia de polícia civil. A balbúrdia é geral.

PRODUÇÃO ARTESANAL DO AÇAÍ É PADRONIZADA POR MEIO DE DECRETO

Da Agência Pará de Notícias

O Governo do Estado está normatizando a manipulação artesanal do açaí e da bacaba. Por meio do decreto nº 326, publicado na última terça-feira (25), o executivo estabelece regras que visam padronizar a produção do fruto, definindo requisitos higiênicos-sanitários para os batedores artesanais e para a infraestrutura dos pontos de venda. Com a medida, o Estado busca conhecer, também, o número real de estabelecimentos que manipulam artesanalmente o açaí, a fim de desenvolver políticas públicas de inclusão sócio-produtivas imediatas neste segmento da cadeia produtiva.

A primeira medida a ser implementada pelo decreto é o cadastro dos manipuladores do açaí. Será feito o cadastramento obrigatório semestralmente de todos os estabelecimentos que produzem e comercializam artesanalmente o fruto no Pará. Esse processo será coordenado e executado pelo Grupo de Trabalho formado pelas secretarias de Estado de Agricultura (Sagri) e de Saúde (Sespa). O mesmo grupo também fica responsável por desenvolver campanhas para convocar os batedores artesanais para o cadastramento, além de promover ações de educação sanitária, ressaltando a importância da estruturação e organização dos pontos de venda.

O decreto estabelece a infraestrutura necessária para o funcionamento dos pontos de venda do fruto, ressaltando que eles devem estar situados longe de quaisquer criações de animais domésticos, seja em área urbana ou rural. A estrutura física, entre outras especificações, deverá ser construída em alvenaria, com teto de telha forrado de material resistente e de cor clara, que seja de fácil higienização. Além disso, é obrigatório também existir um lavatório exclusivo para a lavagem das mãos na área de manipulação, devendo possuir dispensador de sabão líquido, porta papel toalhas ou outro sistema seguro de secagem das mãos e lixeira acionada sem contato manual.

Os estabelecimentos devem contar também com profissionais capacitados, que sejam habilitados para realizar a higienização do fruto, seguido do branqueamento (choque térmico), bem como a higienização do local, respeitando as normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. O decreto firma ainda a quantidade de hipoclorito que deve ser utilizada a cada litro de açaí, durante a limpeza do fruto. As medidas serão aplicadas pelo Estado e fiscalizadas pelas vigilâncias sanitárias de cada município paraense.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

MP ENTRA COM AÇÃO CONTRA O "SENADOR DO MARAJÓ" MÁRIO COUTO E MAIS 15

O Ministério Público do Estado (MPE), por meio dos promotores de justiça Nelson Pereira Medrado e Arnaldo Célio da Costa Azevedo, ajuizou ação civil pública contra dezesseis pessoas acusadas de desvio de recursos públicos na Assembléia Legislativa do Estado (Alepa). Os envolvidos fraudavam a folha de pagamento da Casa de Leis, causando um rombo nas contas públicas. A ação requer o ressarcimento de danos causados ao erário e a responsabilização de todos por ato de improbidade administrativa.

A nova ação impetrada pelos promotores de justiça atinge dezesseis pessoas: o ex-presidente da casa Mario Couto Filho, Haroldo Martins e Silva, Cilene Lisboa Couto Marques, Rosana Cristina Barletta de Castro, Nila Rosa Paschoal Setubal, Ana Carla Silva de Freitas, Waldete Vasconcelo Seabra, Adailton dos Santos Barboza, Ana Maria Tenreiro Aranha Moreira, Brunna do Nascimento Costa Figueiredo, Daura Irene Xavier Hage, Elzilene Maria Lima Araujo, Jaciara Conceicao dos Santos Pina, Monica Alexandra da Costa Pinto, Osvaldo Nazare Pantoja Paraguassu e Sada Sueli Xavier Hage Gomes. A ação civil impetrada abrange os períodos de fevereiro de 2003 a janeiro de 2007.

Após operação de busca e apreensão deflagrada pelo Ministério Público em 19 de abril de 2011, o material apreendido na Alepa e na residência dos investigados trouxe ao conhecimento público um grande esquema de fraudes na folha de pagamento e em processos licitatórios da instituição.

A existência de “fantasmas” na folha, o pagamento de gratificações indevidas e a montagem de licitações foram algumas das irregularidades que foram objeto de ações civis e criminais de autoria dos promotores de justiça Nelson Medrado e Arnaldo Azevedo.

Após a quebra do sigilo bancário da Alepa, ficou comprovado que os valores pagos pelo Banco do Estado do Pará (Banpará) eram superiores aos constantes na folha de pagamento da Casa Legislativa. Isso era possível devido a folha arquivada no legislativo ser diferente da folha enviada ao Banpará.

Diante as informações colhidas na quebra do sigilo bancário da Alepa, o promotor de justiça Nelson Medrado solicitou a equipe técnica a elaboração de uma nota analisando a folha de pagamentos entre os exercícios financeiros de 2000 a 2010, bem como, as respectivas autorizações de pagamentos enviadas ao Banpará para crédito em conta corrente bancária dos servidores ativos, inativos e estagiários da Alepa.

Segundo os promotores que assinam a ação, “a Nota Técnica identificou várias irregularidades denominadas de “Linhas de Fraudes”. Fraudes estas que resultaram na inclusão de gratificações indevidas na folha e geração de forma de pagamento (crédito bancário e contracheques) em valores superiores aos constantes nos respectivos holerites mediante: lançamentos de valores salariais em matrículas exoneradas; criação de falsos servidores; transformação de estagiário em falso servidor; pagamentos sem os respectivos registros da movimentação no sistema de folha de pagamentos”.

“Além disso, a Nota Técnica também identificou o método de fraude utilizado na folha de pagamentos da Alepa (incluir valores fictícios na folha, contabilizar, gerar o crédito bancário e apagar os valores falsos de modo a simular uma situação de regularidade)”, ressaltam os promotores.

No pedido, o Ministério Público do Estado pede a condenação solidária dos réus ao ressarcimento integral do dano causado ao erário, no valor de R$-2.387.851,81 - referente aos períodos de fevereiro de 2003 a janeiro de 2007 - e às sanções previstas na Lei de Improbidade Administrativa, como perda da função publica, suspensão dos direitos políticos, proibição de contratar com a administração pública, pagamento de multa, entre outras.

DESPIRAM OS TUCANOS !


Será lançado no Pará o Livro PRIVATARIA TUCANA - Participe!

DIA: 02 DE fevereiro
HORA: 18:00
LOCAL: Sede do Sindicato dos Urbanitários do Pará
ENDEREÇO: Duque de Caxias entre Eneas Pinheiro e Lomas

Obra jornalística investigativa, que relata as irregularidades e corrupção do período de privatização do Governo Fernando Henrique(FHC). Naquela época o discurso era de modernização do País, no entanto o que vimos foi a remessa de dinheiro para o exterior para as contas daqueles que bateram o martelo nas bolsas de valores (José Serra).

Fonte: Perfil do Facebook de Dom Jair Alves Costa

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

COMANDANTE FLAGRADO EM NAVIO COM EXCESSO DE PASSAGEIROS


A Delegacia de Polícia Fluvial (Depflu) vai intensificar as ações de combate aos crimes nos rios do Estado em 2012. A informação foi dada nesta quarta-feira, 25, pelo delegado Samuelson Igaki, titular da Dpflu. Ontem, a unidade policial efetuou o primeiro procedimento de prisão em flagrante lavrado na sede da Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), onde está sediada a Depflu. O comandante do navio "Almirante do Mar", Manoel Noronha dos Santos, 62 anos, foi preso após ser flagrado na condução na embarcação com excesso de passageiros pela Marinha do Brasil, durante abordagem na região do furo do Carnapijó, perto de Barcarena, nordeste do Estado.

Manoel foi apresentado na DRCO, pela manhã, para ser autuado em flagrante por crime de atentado contra segurança de transporte fluvial, de acordo com o artigo 261, parágrafo 2º, do Código Penal, com pena prevista de 2 a 5 anos de reclusão. Ele permanece recolhido na DRCO. De acordo com o delegado, o navio foi fretado pela empresa Universal Transporte e Navegação Ltda. O barco faz viagens duas vezes por semana de Belém para Macapá, no Amapá, com saída do porto Palmeiraço, no bairro da Cidade Velha. A embarcação tem capacidade para 326 passageiros, mas estava transportando, no momento da abordagem da Marinha do Brasil, 360 pessoas, ou seja, com excedente de 34 pessoas a bordo. Manoel já foi autuado no ano de 2006, pelo mesmo crime, na Depflu. Na época, ele era o comandante da embarcação "Arca da Aliança de Anajás".

PRESA EM FLAGRANTE TESOUREIRA DA COLÔNIA DE PESCADORES DE AFUÁ

A Polícia Civil de Afuá, na ilha do Marajó, sob comando do delegado Edgar Henrique Monteiro, prendeu em flagrante, ontem à tarde, Andréia do Socorro Barbosa Costa, de 40 anos, que atua como tesoureira na Colônia de Pescadores do município. Ela é acusada dos crimes de falsidade ideológica, estelionato e usurpação de função pública qualificada para obtenção de vantagem financeira. Andréia utilizava o nome da Prefeitura Municipal de Afuá e da Secretaria Municipal de Educação local em um carimbo falsificado, com objetivo de autenticar solicitações do benefício do auxílio-defeso pago a pescadores pelo Ministério da Pesca e Agricultura, do governo federal. Ela confessou em depoimento ao delegado que mandou fazer o carimbo e que cobrava, de cada pescador, R$ 20 para preparar a documentação. De acordo com o delegado, a prática irregular foi denunciada à Delegacia na última segunda-feira.

A partir da denúncia, o delegado juntamente com o escrivão Expedito Nascimento foram, por volta de 17:00 horas, até a sede da Colônia de Pescadores, onde flagraram a tesoureira no momento em que autenticava documentos de pescadores. "Havia no local mais de 50 pessoas aguardando serem atendidos pela funcionária", constatou o delegado. Em poder dela, os policiais apreenderam um carimbo em que estavam impressos o título "Prefeitura Municipal de Afuá" e subtítulo "Secretaria Municipal de Educação". Logo abaixo, a inscrição "Confere com o original e dou fé" e o campo para preenchimento da data e assinatura. Diversas declarações já devidamente carimbadas e assinadas pela tesoureira foram apreendidos pelo delegado e estão na Delegacia, para onde ela foi conduzida para prestar declarações.

Conforme o delegado, em depoimento prestado na Delegacia de Afuá, Andréia admitiu o uso ilegal dos nomes da Prefeitura e da Secretaria Municipal, porém alegou que o fez por recomendação da direção da Colônia de Pescadores com objetivo de baratear os custos da autenticação dos documentos apresentados pelos pescadores. Segundo ela, a autenticação dos documentos apresentados pelos pescadores para solicitar o benefício é feito pelo cartório da cidade, que cobra uma taxa de R$ 9 para autenticar dois documentos exigidos para requerer o benefício, no caso uma declaração de residência emitida pela Prefeitura de Afuá, confirmando que o requerente mora no município, e uma declaração da atividade profissional de pescador. "No entanto, ela cobrava taxa-extra de R$ 10 de cada documento para fazer declarações que davam fé pública cada um dos documentos, recebendo, portanto, R$ 20 de cada pescador", apurou Edgar Henrique.

Após autenticar as declarações, o pescador dá entrada na sede da Colônia de Pescadores com a solicitação do auxílio-defeso, que é expedido no período em que a pesca de determinadas espécies está proibida devido à piracema, quando os peixes sobem os rios até as nascentes para desovar. Ao todo, foram mais de 300 pescadores que procuraram a Colônia de Pescadores de Afuá, nos últimos quatro dias, para solicitar o benefício. Em declarações prestadas ao delegado, a tesoureira afirmou que a taxa cobrada era para pagar viagens da direção da Colônia que, segundo ela, tinham o objetivo de levar em mãos a documentação referente aos pescadores de Afuá. Em declarações na Delegacia, uma pessoa representante da direção da Colônia admitiu que sabia da autenticação feita pela tesoureira, mas alegou desconhecer que o procedimento adotado por Andréia era ilegal. A acusada trabalha desde abril de 2009 como tesoureira na instituição que representa os pescadores do município. Ela está presa em Afuá, à disposição da Justiça, no aguardo da mantença judicial da prisão em flagrante ou emissão de alvará de soltura.

LIVRO DESCREVE O TRABALHO DAS PARTEIRAS DE MELGAÇO

No interior do Pará, numa cidade chamada Melgaço ( Marajó) , há mulheres que nasceram com o dom da vida nas mãos. Aparam meninos e meninas ao longo dos anos, no cotidiano do partejar. Não carregam a pressa dos hospitais, apenas as marcas do tempo que lhe conferem a sabedoria para aprender a esperar. Foi esse universo impregnado de vida, e também de morte, que a antropóloga brasiliense Soraya Fleischer conheceu de perto entre o início de 2004 e final de 2005. Trocou de cenário e até mesmo de hábitos para entender e compartilhar as histórias das parteiras.
Soraya conviveu com essas “aparadeiras” de crianças, acompanhou inúmeros partos, ouviu relatos, “jogou conversa fora”, mergulhou no mundo dessas mulheres. O resultado virou o livro “Parteiras, Buchudas e Aperreios - Uma etnografia do atendimento obstétrico não oficial em Melgaço, Pará”, uma publicação da editora Paka-Tatu em parceria com a Edunisc. A seguir, você confere uma entrevista com a autora sobre o trabalho e as relações estabelecidas no período em que morou na localidade.

Confiança construída dia após dia

P: O que a levou a penetrar nesse mundo das parteiras? E por que Melgaço, especificamente?
R: Estava muito interessada em conhecer os ditos “terapeutas populares”, pessoas que cuidam da saúde dos outros e não são necessariamente profissionais com diploma na mão. São pessoas com muita experiência prática, com muita história de vida e uma dose incrível de disponibilidade para tentar resolver achaques alheios de saúde. Fui parar no Pará pela primeira vez e, em Melgaço, mais especificamente, porque foi nessa cidade que os cursos da década de 1990 tiveram início. O município, então, tem uma experiência acumulada de visitas de gestores e profissionais de saúde, indicadores para avaliação e, melhor de tudo, uma concentração de parteiras ativas e dispostas a conversar sobre isso.

P: Depois do processo de pesquisa que resultou no livro, o que mudou no seu olhar?
R: Eu nunca antes tinha tido a chance de conhecer “terapeutas populares” e foi nos anos de 2000 a 2003 que tive a sorte de ouvir suas histórias de vida e de luta. Sou moça de cidade grande, cidade urbanizada em que todo mundo nasce em hospital. Mas, uma geração antes, a geração de meus pais nasceu com frequência no âmbito doméstico, pelas mãos de parteiras. Então, realmente, é uma mudança grande e muito rápida. Para mim, foi uma experiência muito rica ter conhecido o parto domiciliar feito por parteiras ribeirinhas. Mudou meu olhar sobre o parto, sobre as possibilidades de lugar e de atendimento na hora do parto e sobre o enorme significado da atenção básica de saúde oferecidas pelo SUS.

P: Pelo que se percebe no livro, você teve muita receptividade das parteiras e da comunidade local. Como se construíam essas relações?
R: Não tive uma relação de intimidade com todas as mulheres, eram muitas e tampouco era meu objetivo. Mas com dona Tabita, dona Maria, dona Zuleide, dona Jandira, dona Neném, por exemplo, eu encontrava mais seguidamente e pude conversar sobre outros assuntos diferentes do partejar. Como qualquer relação humana, esse laço foi construído dia a dia, aos poucos, devagarzinho mesmo. No início, não sabiam quem eu era, de onde eu tinha vindo. Aos poucos, elas também foram me fazendo perguntas para saber de minha vida e entender porque eu estava ali há tanto tempo. Eu queria falar de muitos assuntos e conhecê-las como mulheres daquele lugar e daquele tempo, para além de só conhecê-las como “parteiras”.

P: O livro trata, acima de tudo, da vida. Mas há passagens em que o cheiro da morte se faz presente, como o momento em que você relata um parto difícil, cuja gravidez não foi acompanhada pela parteira. A criança acabou nascendo morta. Como você lidou com isso? E qual a atitude das parteiras nesses momentos?
R: Esse parto foi dificílimo. Muito triste mesmo. Fortemente recomendo que os leitores confiram essa história no capítulo 4 do livro. Essa mulher não tinha recebido o “pré-natal das parteiras” e, por conta disso, essas atendentes não sabiam da gravidade dessa gravidez. Era “parto para hospital”, como as parteiras costumavam classificar. Três parteiras foram chamadas para ajudar e não foi possível evitar a morte do bebê durante o processo. O médico da cidade foi chamado e fiquei chocada com a sua completa omissão no caso. Ali tive certeza de que, para muitas autoridades no Brasil, há diferentes tipos de cidadãos e há diferentes tipos de seres humanos, alguns, para essas autoridades, valem menos, têm suas vidas mais dispensáveis.

P: Você consegue definir quem são essas mulheres?
R: Em geral, no Brasil, as mulheres que trabalham como parteiras têm mais de 50 anos, foram atendidas por parteiras em seus partos, tiveram parteiras na família (sobretudo a mãe e a avó materna), receberam alguma espécie de “dom” para trabalhar, têm esse “dom” reconhecido e demandado pelas pessoas de sua vizinhança e parentela. Mas há também parteiras bem mais jovens, que estão se iniciando na carreira, e as bem mais velhas, já septuagenárias e octogenárias que ainda são procuradas para atender. Em Melgaço, à época da pesquisa, encontrei 22 parteiras atuando. Mais pesquisas são necessárias para conseguirmos pluralizar várias “definições” do que constitui ser uma “parteira”

Fonte AMAM/DOL

Sobre o Livro:

Parteiras, buchudas e aperreios - uma etnografia do atendimento obstétrico não oficial em Melgaço, ParáSoraya Fleischer `Parteiras, buchudas e aperreios - uma etnografia do atendimento obstétrico não oficial em Melgaço, Pará´, de Soraya Fleischer, professora do Departamento de Antropologia da Universidade de Brasília, é uma obra, nas palavras de Carmem Susana Tornquist (Universidade de Santa Catarina), "de uma beleza literária fascinante, que leva qualquer um a adentrar pelos rios, florestas e alteridade da Amazônia, conhecendo, de muito perto, os saberes, os desafios, as desigualdades, os conflitos e as redes de reciprocidade das quais fazem parte as parteiras da Ilha do Marajó, no Pará. Soraya, uma Isabel Allende da antropologia, faz uma descrição detalhada, seguindo a tradição antropológica, reveladora da densidade e complexidade de mulheres de carne e osso que fazem parte de sua pesquisa, mas não sem acentuar o quanto estas são alvo de preconceito e desconsideração, seja sob o pesado estigma de "ignorantes" e "sujas", seja sob formas mais refinadas e sutis de desconsideração a suas técnicas obstétricas". Obra publicada pela Editora Paka-Tatu em parceria com a Edunisc, 351 páginas.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

RAPIDINHAS...

*** No blog da jornalista e advogada, Franssinete Florenzano, post sobre o transporte escolar precário no Municipio de Anajás. A denúncia de um leitor do blog diz que a prefeitura deixa embarcações doadas ao municipio abandonadas no porto da cidade.

*** Clima de tensão em Salvaterra com a proximidade das eleições municipais. O atual prefeito, Juca Araújo ( diga-se ex Juca do PT), já anunciou quem será sua candidata à sucessão. Decisão esta que provocou crise interna na gestão.

*** Ratificando informação repassada no último "Rapidinhas" , onde o blog informava ser de R$ 100.000,00 o pedido da "Familia Real Curralinhense" para a REDECELPA instalar antena do linhão em seu terreno, em Bagre, sinto informar que na verdade são R$ 200.000,00. Toma-te !

*** Recebemos hoje informativo da Prefeitura Municipal de Chaves, brilhantemente produzido pela ASCOM do municipio. Quem está à frente da comunicação institucional por lá é a competentíssima, Luciene Bandeira.

*** Rumores na cidade de Ponta de Pedras dão conta que uma "terceira-via" está se formando pra disputar a prefeitura de lá. O espírito de mudança e o constante atrito entre Consuelo Castro e Pedro Paulo, dão à cada dia mais sustentação ao projeto...

*** Voltamos na próxima semana...

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

AFUÁ ABRE 1179 VAGAS EM CONCURSO

A PREFEITURA MUNICIPAL DE AFUÁ, ESTADO DO PARÁ, através as Secretaria Municipal de Gestão, na pessoa da Secretária MARIA DOMINGAS DE OLIVEIRA MONTEIRO, no uso das atribuições: Faz saber que se acham abertas as INSCRIÇÕES PARA O CONCURSO PÚBLICO DE PROVAS ou de PROVAS e TÍTULOS, destinado ao provimento de CARGOS DE CARREIRA DA PREFEITURA MUNICIPAL DE AFUÁ, ESTADO DO PARÁ, no total de 1179 (hum mil cento e setenta e nove) vagas, nos termos do Inciso II do artigo 37 da Constituição Federal, da Lei Orgânica do Município de AFUÁ, Estado do Pará e das Leis Municipais nº. 112/93, 172/98, 230/05, 238/05, 261/07, 345/2011, 347/2011 e decretos n°192/2011-GAB/PMA, 197/2011-GAB/PMA, 204/2011-GAB/PMA e 233/2011-GAB/PMA.

Leia Edital aqui :

domingo, 22 de janeiro de 2012

O MELHOR DA MÚSICA BRASILEIRA

Sumanos, no mesmo dia em que Elis completou 30 anos que nos deixou, faria 70 anos de idade essa pequena aí.. Espia...

Nara Lofego Leão Diegues (Vitória, 19 de janeiro de 1942 — Rio de Janeiro, 7 de junho de 1989) foi uma cantora brasileira.
Filha caçula do casal capixaba Jairo Leão e Altina Lofego (em italiano Lofiego), descendente de imigrantes da Basilicata que imigraram para o Espírito Santo no século XIX (famílias D'Amico e Lofiego), Nara nasceu em Vitória e mudou-se para a Cidade do Rio de Janeiro quando tinha apenas um ano de idade, com os pais e a irmã, a jornalista Danuza Leão. Durante a infância, Nara teve aulas de violão com Solon Ayala e Patrício Teixeira, ex-integrante do grupo "Os Oito Batutas" de Pixinguinha. Aos 14 anos, em 1956, resolveu estudar violão na academia de Carlos Lyra e Roberto Menescal, que funcionava em um quarto-e-sala na rua Sá Ferreira, em Copacabana. Mais tarde, Nara tornou-se professora da academia.

A Bossa Nova nasceu em reuniões no apartamento dos pais da cantora, em Copacabana, das quais participavam nomes que seriam consagrados no gênero, como Roberto Menescal, Carlos Lyra, Sérgio Mendes e seu então namorado, Ronaldo Bôscoli. No fim dos anos 1950, Nara foi repórter do jornal "Última Hora", onde Bôscoli também trabalhava, e que pertencia a Samuel Wainer, casado com a irmã de Nara, Danuza Leão. O namoro com Bôscoli terminou quando ele a traiu e iniciou um caso com a cantora Maysa, durante uma turnê em Buenos Aires, em 1961. Daí em diante, Nara se reaproxima de Carlos Lyra, que rompeu a parceria musical com Bôscoli em 1960, e de idéias mais à esquerda. Inicia um namoro com o cineasta Ruy Guerra e se casa com ele um tempo depois. Nessa época passa a se interessar pelo samba de morro.
A estreia profissional se deu quando da participação, ao lado de Vinícius de Moraes e Carlos Lyra, na comédia Pobre Menina Rica (1963). O título de musa da Bossa Nova foi a ela creditado pelo cronista Sérgio Porto. Mas a consagração efetiva ocorre após o movimento militar de 1964, com a apresentação do espetáculo Opinião, ao lado de João do Vale e Zé Keti, um espetáculo de crítica social à dura repressão imposta pelo regime militar. Maria Bethânia, por sua vez, a substituiria no ano seguinte, interpretando Carcará, pois Nara precisara se afastar por estar afônica. Nota-se que Nara Leão vai mudando suas preferências musicais ao longo dos anos 1960. De musa da Bossa Nova, passa a ser cantora de protesto e simpatizante das atividades dos Centros Populares de Cultura da UNE. Embora os CPC's já tivessem sido extintos pela ditadura, em 1964, o espetáculo Opinião tem forte influência do espírito cepecista. Em 1966, interpretou a canção A Banda, de Chico Buarque no Festival de Música Popular Brasileira (TV Record), que ganhou o festival e público brasileiro.
Dentre as suas interpretações mais conhecidas, destacam-se O barquinho, A Banda e Com Açúcar e com Afeto -- feita a seu pedido por Chico Buarque, cantor e compositor a quem homenagearia nesse disco homônimo, lançado em 1980.

Nara também aderiu ao movimento tropicalista, tendo participado do disco-manifesto do movimento - Tropicália ou Panis et Circensis, lançado pela Philips em 1968 e disponível hoje em CD.

Já separada alguns anos do marido Ruy, de quem não teve filhos, Nara casa-se novamente, dessa vez com o cineasta Cacá Diegues, com quem teve dois filhos: Isabel e Francisco. No fim dos anos 1960, se muda para a Europa com o marido, permanecendo lá por dois anos, tendo morado na França, na cidade de Paris, onde nasceu Isabel, primeira filha do casal.
No começo dos anos 1970, ela volta para o Brasil grávida e nasce na Cidade do Rio de Janeiro o segundo filho do casal, Francisco. Nessa época, decide estudar psicologia na PUC-RJ. De fato, Nara planejava abandonar a música mas não chegou a deixar a profissão de cantora, apenas diminuindo o ritmo de trabalho e modificando o estilo dos espetáculos, pois era muito cansativa a vida de uma cantora, já que ela agora era mãe e casada, tinha que se dedicar mais aos filhos e ao marido do que a música, apesar de Nara amar cantar, teve que fazer essa difícil escolha.

Morreu na manhã de 7 de junho de 1989 vítima de um tumor cerebral inoperável aos 47 anos de idade. Ela já sabia do tumor, e sofria com esse problema havia 10 anos. O tumor estava numa área muito delicada do cérebro, por isso ela não podia ser operada, sentia fortes dores e tonturas, e isso também foi um contribuinte para ela tentar largar carreira musical. O último disco foi My foolish heart, lançado naquele mesmo ano, interpretando versões de clássicos americanos.

Em 2002, seus discos lançados anteriormente em LPs foram relançados em duas caixas separadas - uma com o período 1964-1975 e a outra 1977-1989 - trazendo também faixas-bônus e um livreto sobre sua biografia. Mesmo depois de ter morrido há anos, suas músicas ainda eram sucesso, como até hoje são.
Em 2007, a cantora Fernanda Takai gravou o disco Onde Brilhem os Olhos Seus, onde interpreta canções típicas do repertório de Nara Leão, fazendo assim uma homenagem. Em janeiro de 2012, seu acervo de fotografias, músicas e documentos foi digitalizado e aberto para consulta.

sábado, 21 de janeiro de 2012

COMENTÁRIOS ANÔNIMOS

Após quase 2 meses de "censura" aos comentários anônimos que apareciam neste espaço, resolvemos passar a aceitá-los novamente. Mas, com rigorosa filtragem.
Tramita na Câmara dos Deputados, um projeto de lei em que transfere para os blogueiros a responsabilidade por opiniões que se constituam em crimes contra a honra - calúnia, injúria ou difamação - de qualquer pessoa. Os proprietários de sites, fóruns e blogs terão que ter cuidado na hora de aceitar os comentários sem identificação, ou poderão ser penalizados em função do anonimato. Leia mais
O professor de Direito Público, da Universidade de Brasília, Mamede Said, concorda com a responsabilização do dono do blog. "O site acaba sendo um espaço pessoal do blogueiro. Se o comentário está em um local criado por ele, é justo que o autor seja punido. A Constituição Federal veda o anonimato exatamente para que as pessoas que se sintam ofendidas tenham o direito de ir àJustiça", ressalta.
Apesar de concordar com a moderação, Mamede Said faz uma ressalva. "Eu acho razoável que o blogueiro faça a filtragem. Por outro lado, ele pode acabar tirando a liberdade de expressão dos frequentadores do site. Existem comentários que são ofensas gratuitas, que não contribuem para o debate. Em outros casos, no entanto, as contribuições devem ser aceitas. Só se justifica o bloqueio ao comentário gratuitamente ofensivo", diz Said

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

UMA SOURE CONSCIENTE

Cometário deixado na caixinha do post "Entrevista Especial: Fernando Tobias, vice-prefeito de Soure"

Renato Barra, disse..

"A Capital do Marajó, precisa desta consciência e coerência politica, bem dito pelo Vice Prefeito Tobias, o compromisso não é pela politica de Soure, e sim, pelo Povo Sourense."

RAPIDINHAS...

***Família que comandava em Bagre e hoje dá as cartas em Curralinho, está dificultando o prosseguimento das obras do linhão do Marajó. Torre do linhão que seria colocada em terreno da família Santa Maria, em Bagre, só poderá estar lá se a REDECELPA pagar a bagatela de R$ 100.000,00. Enquanto isso...

***Atletas de Soure, Breves e Muaná começam amanhã, em Capanema, a disputar a 2ª Copa Zico 10. de futebol.. Sorte aos atletas marajoaras.

***São Sebastião da Boa Vista e Cachoeira do Arari em festa hoje em homenagem ao padroeiro, São Sebastião. Na umbanda, hoje é dia de Oxossi

***Por falar em SSBV... a SEMED, capitaneada pelo competente José Maria Gonçalves, inaugura desde o inicio do ano, diversas obras em escolas na sede e interior do município.

***O fazendeiro e Dep. Federal por Roraima, Paulo César Quartiero, conhecido por suas plantações de arroz na reserva indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima, está causando transtornos com sua plantação no marajó. Será expulso daqui também ? Oremos...

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

30 ANOS SEM ELIS

Elis Regina Carvalho Costa (Porto Alegre, 17 de março de 1945 – São Paulo, 19 de janeiro de 1982) foi uma intérprete brasileira. Conhecida por sua presença de palco histriônica, sua voz e sua personalidade, Elis Regina é considerada por muitos críticos, comentadores e outros músicos a melhor cantora brasileira de todos os tempos.
Com os sucessos de Falso Brilhante e Transversal do Tempo, ela inovou os espetáculos musicais no país e era capaz de demonstrar emoções tão contrárias, como a melancolia e a felicidade, numa mesma apresentação ou numa mesma música.
Como muitos outros artistas do Brasil, Regina surgiu dos festivais de música na década de 1960 e mostrava interesse em desenvolver seu talento através de apresentações dramáticas. Seu estilo era altamente influenciado pelos cantores do rádio, especialmente Ângela Maria, e a fez ser a grande revelação do festival da TV Excelsior em 1965, quando cantou "Arrastão" de Vinicius de Moraes e Edu Lobo. Tal feito lhe conferiu o título de primeira estrela da canção popular brasileira na era da TV.[8] Enquanto outras cantoras contemporâneas como Maria Bethânia haviam se especializado e surgido em teatros, ela deu preferência aos rádios e televisões.[9] Seus primeiros discos, iniciando com Viva a Brotolândia (1961), refletem o momento em que transferiu-se do Rio Grande do Sul ao Rio de Janeiro, e que teve exigências de mercado e mídia. Transferindo-se para São Paulo em 1964, onde ficaria até sua morte, logrou sucesso com os espetáculos do Fino da Bossa e encontrou uma cidade efervescente onde conseguiria realizar seus planos artísticos. Em 1967, casou-se com Ronaldo Bôscoli, diretor do Fino da Bossa, e ambos tiveram João Marcelo Bôscoli.
Elis Regina aventurou-se por muitos gêneros; da MPB, passando pela bossa nova, o samba, o rock ao jazz. Interpretando canções como "Madalena", "Como Nossos Pais", "O Bêbado e a Equilibrista", "Querelas do Brasil", que ainda continuam famosas e memoráveis, registrou momentos de felicidade, amor, tristeza, patriotismo e ditadura militar no país. Ao longo de toda sua carreira, cantou canções de músicos até então pouco conhecidos, como Milton Nascimento, Ivan Lins, Renato Teixeira, Aldir Blanc, João Bosco, ajudando a lançá-los e a divulgar suas obras, impulsionando-os no cenário musical brasileiro. Entre outras parcerias, é célebre os duetos que teve com Jair Rodrigues, Tom Jobim, Simonal, Rita Lee, Chico Buarque—que quase foi lançado por ela não fosse Nara Leão ter o gravado antes—e, por fim, seu segundo marido, o pianista César Camargo Mariano, com quem teve os filhos Pedro Mariano e Maria Rita. Mariano também ajudou-a a arranjar muitas músicas antigas e dar novas roupagens a elas, como com "É Com Esse Que Eu Vou".
Sua presença artística mais memorável talvez esteja registrada nos álbuns Em Pleno Verão (1970), Elis & Tom (1974), Falso Brilhante (1976), Transversal do Tempo (1978), Saudade do Brasil (1980) e Elis. Ela foi a primeira pessoa a inscrever a própria voz como se fosse um instrumento, na Ordem dos Músicos do Brasil.
Elis Regina morreu precocemente em 1982, com apenas 36 anos, deixando uma vasta obra na música popular brasileira. Embora haja controvérsias e contestações, os exames comprovaram que havia morrido por conta de altas doses de cocaína e bebidas alcoólicas, e o fato chocou profundamente o país na época.
Fonte: Wikipédia

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

FESTEJOS NO MARAJÓ

No próximo dia 20 sexta-feira, Soure festeja seus 153 anos e Cachoeira do Ararí comemora a festividade do Glorioso São Sebastião. Portel comemora no próximo dia 24, terça-feira, 254 anos de emancipação política. Em Soure e Portel, haverá comemorações sobre o aniversário das respectivas cidades com inaugurações e muita festa alavancada pelo tradicional carimbó típicos dos municípios. Em Cachoeira, a festa do Bastião une o profano ao religioso, rolando o famoso leite de onça bebido durante a procissão, acompanhada com a banda local tocando marchinhas de carnaval durante o percurso. Parabéns à Soure e Portel. Em Cachoeira do Ararí que o Bastião chamado carinhosamente pelos vaqueiros, que nos proteja. A Associação dos Municípios do Arquipélago do Marajó - AMAM se fará representar em todos os eventos através de sua assessoria de cultura e turismo.

Fonte: Wavá Bandeira (AMAM)

AÇAÍ PARAENSE É AVALIADO POR TÉCNICOS DO "PAS-AÇAÍ"


O grupo está na região do Baixo Tocantins onde avalia a implantação do Programa Alimento Seguro junto a produtores e batedores de açaí

Uma equipe do Sebrae Nacional está no Pará em visita de supervisão do Programa Alimento Seguro – PAS Açaí, que visa reunir informações tecnológicas que possibilitem melhorar o desempenho dos sistemas de cultivo, manejo, transporte, processamento e comercialização, bem como minimizar o risco dos principais perigos à saúde do consumidor, que são o Trypanosoma cruzi, causador da doença de Chagas e a Salmonella sp. O trabalho teve início no último dia 16 e terminará na quinta, 19, com a supervisão nos estabelecimentos da capital.
Na segunda-feira a equipe seguiu para o município de Igarapé-Mirí onde visitou locais de cultivo do fruto que aderiram ao programa bem como a Feira do Açaí, onde o fruto é comercializado junto aos batedores nas chamadas rasas (paneiros). “Estamos aqui para conhecer a realidade e verificar os erros e acertos da implementação do programa”, disse Léa Lagares, coordenadora da Carteira de Fruticultura do Sebrae Nacional.
Nos locais de supervisão, a equipe verificou como a metodologia está sendo implantada desde a coleta do fruto, passando pela debulha, transporte, higiene no manuseio e todas as boas práticas de higiene até o açaí chegar à mesa do consumidor. Ou seja, todos os elos da cadeia produtiva do açaí estão sendo analisados.
Metodologia – No Pará, o PAS Açaí está sendo executado em projeto-piloto desde o ano passado nos municípios de Igarapé Mirí, Belém, Abaetetuba e São Sebastião da Boa Vista. O trabalho, realizado junto a produtores, transportadores, comerciantes, agroindústrias e batedores está sendo avaliado para corrigir possíveis equívocos e propor soluções compatíveis com a realidade amazônica. “Um dos problemas verificados é a resistência dos batedores e produtores em utilizar as basquetas de plástico para o transporte do fruto, o que tem maior durabilidade e é muito mais higiênica que as rasas de palha comumente usadas”, explicou Péricles Carvalho, coordenador do PAS Açaí do Sebrae no Pará.
Para o produtor Joubert Pantoja - que trabalha com o cultivo do açaí em Igarapé- Mirí desde que o PAS Açaí foi implantado em sua propriedade - houve visível melhoria nos negócios. “A gente chega com o açaí limpo na feira e vende muito rápido porque os compradores sabem que é de qualidade, pois temos muito mais cuidado com o manuseio”, comentou o produtor, que também é técnico em agropecuária. Joubert colhe cerca de 3 mil latas por safra e vende para uma indústria de polpa de açaí no município de Castanhal.
“A repercussão está sendo muito positiva, por isso viemos aqui para avaliar o trabalho que está sendo feito e encontrar soluções para as dificuldades e os batedores e produtores da região, que participam do projeto-piloto, sairão na frente”, disse Fabrini Monteiro dos Santos, assessor técnico do PAS Nacional.
O produtor Marco Shinichi Noda mora em Igarapé Mirí e trabalha há 10 anos com o cultivo de açaí. Para ele, que está implantando o PAS Açaí em sua propriedade, o programa está sendo um divisor de águas. “A gente sempre tentou fazer da melhor forma possível, mas nos faltava informação. Com o PAS conseguimos algo mais concreto”, diz o produtor, que acabou de implantar o uso de luvas, lona para a triagem da fruta, bainhas para as facas, telas para cobrir o açaí coletado além do local para pesagem. Noda produz cerca de 400 toneladas do fruto por safra, trabalha com 14 pessoas e vende para atravessadores de outros municípios.
No Pará, os consultores estão trabalhando com produtores de Igarapé Mirí, Abaetetuba e São Sebastião da Boa Vista e com batedores de Abaetetuba e Belém.
Batedores - Durante a visita em Abaetetuba, o grupo de técnicos do Sebrae verificou as condições de trabalho em cinco estabelecimentos de venda direta do açaí processado ao público consumidor. Conhecidos como batedores, os pontos de vendas de açaí são diversos no município e carecem de atenção por se tratar de alimento muito consumido que faz parte da dieta dos abaetetubenses.
Seu Francisco Rodrigues, que comercializa açaí há 13 anos e mantém cinco funcionários em seu estabelecimento - “Açaí do Fran” - é um caso de sucesso da implantação do PAS Açaí em Abaetetuba. Trabalhando com venda direta, seu Francisco informa que cerca de 30% das vendas são delivery e contratou um funcionário específico para as entregas. “Atingimos quase todos os bairros do município e as vendas dobraram nos últimos meses”, disse seu Francisco ao se referir as 35 rasas da fruta que são vendidas diariamente, número que há 3 meses atrás não passava de 16. “Aumentamos muito nossa clientela, pois todos sabem do trabalho que temos para oferecer um produto de qualidade, o que conseguimos depois do programa”, observou o empresário que mantém quatro máquinas batedoras e utiliza água filtrada e cloro. “Fiz o teste e verifiquei que a água retirada do poço artesiano não era de boa qualidade, por isso adquiri um filtro industrial e mandei fazer o teste, deu 100% de pureza”, comemora o empresário ao mostrar a reforma que está sendo feita no estabelecimento: a mudança do balcão, que antes era de lajota e agora é de granito e o aumento do espaço do ponto comercial. “Com as mudanças observei um aumento de 40% nos lucros”, enfatiza o empresário que faz questão de afirmar que o lucro também é dividido com os funcionários, que ganham sempre mais que o salário mínimo. “Minha expectativa é de que daqui a seis meses chegue a vender 60 rasas por dia”.
Branqueamento – Todos os 10 batedores de açaí que utilizam a metodologia PAS Açaí em Abaetetuba realizam o chamado “branqueamento” do açaí – que consiste no tratamento térmico que elimina 100% o protozoário da doença de Chagas, segundo o assessor do PAS Nacional, Fabrini Monteiro dos Santos.
No processo, a água é aquecida a 80 graus onde o fruto é imerso por 10 segundos antes de ir para o batedor e, em seguida é resfriado. “A utilização da técnica mata possíveis vestígios do causador da doença de Chagas e é a garantia de um açaí de qualidade”, concluiu.
Integram a equipe o gerente da Unidade de Agronegócios do Sebrae no Pará, Carlos Lisboa e Mauro Pereira, gestor do projeto de Fruticultura do Sebrae no Pará.
Na quinta-feira, 19, o grupo segue para Belém onde fará supervisão junto aos batedores de açaí da capital.

Fonte: ASCOM/SEBRAE

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

ENTREVISTA ESPECIAL: FERNANDO TOBIAS, VICE-PREFEITO DE SOURE



Advogado, 35 anos, belenense, mas filho de sourenses, Fernando Tobias Santos Gonçalves vem se destacando ao lado do prefeito João Luiz na condução da administração municipal em Soure


Blog: Conte-nos um pouco de sua trajetória política, profissional e familiar:
Fernando Tobias
: Apesar de ter nascido em Belém, desde criança freqüento Soure, terra natal dos meus pais. Queria ter nascido aqui. É a cidade com a qual mais me identifico.
Sou casado e pai de uma menina de 10 anos. Agora já estamos esperando nossa segunda filha que se chamará Marina.
Com 24 anos, em 2001, me formei em Direito, pela Unama, fiz a prova da OAB, fui aprovado e passei a exercer a advocacia.
Sou pós graduado em Direito Civil e Direito Processual Civil pela Fundação Getúlio Vargas.
Na minha juventude sempre tive convicta a ideia de desenvolver serviços, na minha área de formação em Soure. O que passei a fazer, atendendo as pessoas carentes desde 2005. Por isso estreitei, ainda mais, minha relação com a população que, até então, só me conhecia como Doutor Tobias.
Minha carreira política começou em 2006, coordenando a campanha do amigo Amaro Klautau, que terminou esta eleição, como o segundo mais votado na cidade pra Deputado Estadual, ficando atrás, por apenas um voto de diferença, do candidato do prefeito e dos vereadores, na época.
A ajuda para o Amaro foi sem muitas pretensões, mas o resultado provocou a atenção de outras lideranças políticas. Foi quando surgiu o convite do João Luiz pra formarmos uma chapa e concorrermos, juntos, a Prefeitura de Soure. Aceitei o convite e saímos vitoriosos.
Recentemente coordenei a eleição do amigo Eliel Faustino, em Soure, eleito Deputado Estadual e tendo sido o mais votado em Soure.
Hoje como vice-prefeito de Soure, estou realizando um sonho de garoto, que é ajudar Soure a se desenvolver.
Fernando Tobias e a esposa Renata Portugal

Blog - Como vc vê o quadro político em Soure para as eleições 2012 ?
FT
- Na atual conjuntura é difícil fazer uma previsão sem ser tendencioso. a por que, me encontro totalmente envolvido no pleito. Mas eleição é sempre complicada

Blog -Recentemente noticiamos que o executivo de Soure recebeu apoio de toda a bancada da câmara. Como fica a autonomia dos poderes?
FT
- A autonomia entre os poderes é mantida em qualquer ambiente de debates, seja favorável ou contra o Executivo. O apoio as ações de um governo não retira do poder legislativo sua condição de fiscalizador e muito menos reduz a autoridade dos vereadores. O que precisa haver é coerência na relação entre estes entes públicos no sentido de permitir e garantir ao município desenvolvimento, pois as lutas políticas, ligadas as siglas partidárias que envolvem estes entes tem muito mais atrapalhado o do que contribuído. Somente discordar não é pré requisito para a democracia. Temos que ter a condição de poder observar e propor soluções para os problemas identificados com nossas observações e é isso que estamos fazendo. Abrindo canais eficientes, competentes e coerentes de comunicação entre estes setores.
Na primeira reunião realizada com os vereadores, quando assumimos o governo, fizemos um pacto de defendermos sempre a mesma bandeira que é o desenvolvimento de Soure, independente de sigla partidária e esta sendo cumprido este acordo, de ambas as partes.

Blog- Soure detém o maior apelo turístico do arquipélago e recebe atenção especial de diversos órgãos federal e estadual. Assim sendo, os índices de desenvolvimento municipal é um dos melhores do arquipélago. Na sua opinião, um consórcio entre os municípios do Arari facilitaria a captação de recursos pro eixo ?
FT
: O consorcio seria uma estratégia interessante para os nossos municípios, pois temos muitas demandas em comum.
Sempre fui favorável a aglutinação de forças politicas de municípios diferentes, mas da mesma região, em torno de causas de interesses coletivos. Porém, antes disso, precisamos aumentar nossas relações de parcerias e estreitar o debate, ainda percebemos uma certa distancia entre alguns municípios da região do Arari. Temos um exemplo claro que é a PA 154 (trecho Cachoeira), que nos une inevitavelmente, porém a obra encontra-se parada e não há nenhum posicionamento conjunto para a continuidade da mesma.

Blog- O governo petista de Ana Júlia Carepa (2007-2010) trouxe alguma vantagem por João Luiz (Prefeito) ser do mesmo partido?
FT
. Não mais do que trouxe para os demais municípios do Estado. A relação partidária é tratada por nós como uma forma de nos identificarmos com projetos sociais proposto, seja a nível Federal ou Estadual. Assim buscamos nos adequar para trazer, através destes projetos benefícios para o nosso povo. Pensando assim é que priorizamos nossa liberação no CAUC, o que permitiu a assinatura de convênios, se não fosse isso não seria possível termos recebidos os benefícios que recebemos e continuamos recebendo. Com a Ana Júlia, o Prefeito João Luiz, tinha um bom canal de discussão, tanto que conseguimos trazer ela aqui pra reunir com outros Prefeitos recebendo o apoio da AMAM. Mas foi preciso criar condições favoráveis para isso, o que consideramos o mais importante.

Blog - Como o senhor avalia o primeiro ano do governo Simão Jatene?
FT
. O Governador é um homem inteligente e muito experiente quando se fala em Governo do Estado. Eu diria que ele é um estrategista. Conhece bem nosso estado e sabe como administrar nossas diferenças. Ele está usando esta sua experiência muito bem.
O projeto político do atual governo se diferencia do governo passado. Cada um com a sua ótica social, defendendo metodologias diferentes de promover o desenvolvimento. Por isso tem aqueles que acreditam mais num formato e outros que optam pelo outro formato. Estamos vivendo hoje outra forma de Governo, diferente do que tínhamos na época da Ana Júlia. Hoje tenho muito mais ligação politica com o atual governo.
Minhas perspectivas são as melhores possíveis, pois conheço as pessoas que estão no comando e sei da vontade de transformar este estado.

Blog- Quais os seus projetos para este ultimo ano de atual mandato?
FT
. Dar continuidade ao trabalho, apesar de ser um ano eleitoral e sabermos que fica bem complicado administrar bem e encarar o ritmo de campanha ao mesmo tempo. É um desafio que temos que enfrentar.
Mas independente do que acontecer, queremos ter a consciência tranquila do dever cumprido nos quatro primeiros anos de gestão.

Blog- E a chapa vencedora em 2008 vai continuar ?
FT. O João Luiz é um grande amigo, não vejo problema em continuar, porém tenho compromisso com o povo de Soure, por isso preciso avaliar se é realmente isso que o povo quer, mas até Junho você saberá a resposta.
Fernando Tobias discursando na campanha de 2008

Blog - Deixe uma saudação pro povo marajoara e pro povo sourense.
FT
: As distâncias e dificuldades que nos separam não podem ser mantidas como determinantes para barrar nosso desenvolvimento, temos acreditar e confiar mais uns nos outros. Cada Município tem uma missão e é claro que temos nossas peculiaridades, mas os pontos em comum é o que nos fortalece. Vamos juntos propor cada vez mais mudanças na forma de tratarmos nossas cidades, discutindo nossas maiores necessidades para formarmos um diagnóstico que permita o melhoramento das condições de vida do nosso povo. Temos a consciência de que nem tudo pode ser feito agora, contudo temos que realizar o que o tempo e as condições financeiras nos permitem.
Vamos juntos, lideres e liderados, resgatar a auto estima de nosso povo marajoara para que, com isso possamos continuar acreditando que o futuro é agora e lembrando sempre que cada um de nós é responsável por ele.
Um povo unido é um povo forte.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

TELÓ, BBB E CONCEITOS SOBRE CULTURA

Por Sylvio Micelli, no Observatório da Imprensa:

Os assuntos mais discutidos na primeira semana de 2012, ao menos nas redes sociais (que hoje pautam muita coisa), versam sobre a capa da revista semanal Época com o cantor (?) Michel Teló e sobre o início de mais uma edição do Big Brother Brasil transmitido pela Rede Globo de Televisão. Por sinal, apenas para constar, Época e Globo pertencem à mesma organização.

O paranaense Teló foi parar na capa da publicação por ser o “cantor, compositor, multiinstrumentista” que mais tocou nas rádios em 2011. Sua música (?) “Ai Se Eu Te Pego” vendeu horrores. Ele fez centenas de shows, ganhou um bom dinheiro e a segunda revista semanal mais vendida do Brasil achou por bem colocá-lo na primeira capa do ano. Mais que isso: destinou 12 páginas, isso mesmo, 12 longas páginas, e o apresentou como a tradução de “valores da cultura popular para os brasileiros de todas as classes”. Teló está na dele. Não tem culpa nenhuma.

O Big Brother Brasil, por sua vez, completa 10 anos de transmissão e chega à sua 12ª edição. A temática é mesma de sempre, em que pese a produção do programa tentar dar uma reciclada. Trancafia pessoas dentro de uma casa. Elas deverão viver e conviver com as diferenças ao longo das semanas. O jogo vai se desenrolando. As máscaras caem e o mais forte, ou o mais popular, ou o que der mais retorno de mídia, sagra-se o campeão. Tem gente que fez carreira artística e até política no jogo.

Para o paredão

Vamos, enfim, aos fatos.

Inicialmente, fico numa enorme sinuca de bico. Porque se eu elevar Teló e o BBB à condição de “cultura” irei contra tudo aquilo que suponho ser cultura e estarei a nivelar, por baixo, o que efetivamente entendo que seja cultura. Se eu chamar o músico e atração global de subcultura, os patrulheiros de plantão (e eles sempre estão presentes) vão me chamar de preconceituoso, quiçá burguês, e de desrespeitar a cultura, que eles assim entendem, diversificada e multifacetada do meu país. Então sobram duas óticas: Teló e BBB são estratégias de marketing para ganhar dinheiro. E muito dinheiro. Simples assim.

No caso do cantor, você pega um rapaz do interior do Paraná, jovem e simpático, que cai no gosto de jovens iguais a ele. Cria uma música (?) de pouquíssimos versos e de letra paupérrima, põe uma pegajosa melodia e usa de todos os métodos para que isso vire um hit. O resultado é infalível. Não é a primeira vez que acontece e também (infelizmente) não será a última. O Brasil passará por Teló, como já passou pelo Tchan, Créu, dancinha da garrafa e tantas coisas efêmeras que depois apodrecem nos sebos da vida.

O BBB é a catarse humana em versão compacta. Da mesma forma que se coloca uma dúzia ou mais pessoas dentro de uma casa, para que se suportem – mas no fundo sendo todos inimigos e buscando o prêmio ou fama (ou ambos) – também em nosso dia-a-dia lidamos com diversas pessoas que adoraríamos mandar para o paredão (e vice-versa), mas que a santa hipocrisia social nos (os) impede.

Três questões

Há, ainda, uma outra ótica. Essa muito mais perigosa e é dela que devemos (ou deveríamos) nos reguardar. Teló e BBB são braços fortes da grande mídia, em busca da hegemonia na comunicação, como nos ensina o mestre Vito Giannotti do Núcleo Piratininga de Comunicação. Quando a Época decreta que Teló traduz “valores da cultura popular para os brasileiros de todas as classes”, ela quer dar hegemonia ao Brasil. Dizer que somos todos felizes como os smurfs e que a música de Teló, que faz sucesso com a doméstica e com o empresário, acaba por aproximar todos nós. Olha que lindo! Um país sem preconceitos, onde todos somos rigorosamente iguais.

Por outro lado, o BBB, que (lembrando) pertence ao mesmo grupo de Época, mostra que, sob confinamento, vence o mais forte ou o que cai no gosto da população. Dessa mesma população hegemônica que discutirá nas próximas semanas quem deve ir para o paredão e ficará a bisbilhotar se um novo casal é feito na casa (e, certamente, dois são desfeitos fora). Então, todas as terças à noite, o mercador de ilusões Pedro Bial, de forma histriônica, unirá um país de norte a sul porque todos estarão (assim eles querem que seja) interessados em descobrir quem se dará mal naquela semana.

Essa hegemonia, meus caros, é o nosso grande problema. O Brasil deveria buscar a discussão de assuntos de mais importância. Claro que devemos ter lazer. Claro que o lúdico, mesmo de gosto duvidoso, é importante. E aqui não reside nenhum preconceito da minha parte. É que a hegemonia faz com que boa parte dos cidadãos acredite que tratar de temas polêmicos não lhes pertence. Mas pertence, sim. Só nesta semana posso destacar três: as questões que envolvem o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a tentativa de abertura do Poder Judiciário, as chuvas que voltam sempre em janeiro (a natureza é perfeita) e o pouco que se fez desde a desgraça do ano anterior e as eleições de 2012 que chegam logo, e há muito que mudar.

Conceitos de cultura

Enquanto deveríamos gastar nosso tempo com isso, e reitero que não se trata de discussão de elites, a mídia hegemônica nos impõe coisas “desimportantes”. E isso também não é novidade. É o “velho e bom” panis et circenses com que a Roma Antiga brindava seu povo. A única diferença é que os gladiadores de hoje não derramam uma gota de sangue sequer.

Ao final de tudo, mantenho a esperança de que dias melhores virão. Sempre acredito que o Brasil, enquanto sociedade, ainda é novo e devemos passar por tudo isso para que possamos amadurecer e chegar, um dia, aos conceitos de cultura de países nem tão longínquos daqui como a Argentina ou o Chile.

Já estaria feliz.